Economia de MS


Mato Grosso do Sul  (MS)

O Estado das oportunidades

Mato Grosso do Sul tem atraído investimentos por possuir grande potencial ecoturístico, extensas áreas agricultáveis, um dos maiores rebanhos bovinos do País, reservas minerais, política de incentivos à expansão industrial, centros de pesquisa de tecnologia e inovação da cadeia do agronegócio, solidez fiscal e eixos rodoviários que ligam o Estado aos principais centros consumidores do mercado interno e terminais de exportação. O agrobusiness é a principal base da economia de Mato Grosso do Sul.

Localização Geográfica

Mato Grosso do Sul está situado na região Centro-Oeste do Brasil, sendo limítrofe com o mais populoso centro consumidor e maior parque industrial da América Latina – São Paulo, Paraná e Minas Gerais – e os estados que detêm a maior produção de alimentos no Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul é também um dos principais acessos ao Mercosul, fazendo fronteira com Bolívia e Paraguai, além de estar interligado por ferrovias, rodovias e através das hidrovias dos rios Paraná e Paraguai com a Argentina e o Uruguai. O Estado, por estar localizado no coração da América do Sul, é também o principal caminho das rotas bioceânicas, que liga a costa do Atlântico à costa do Pacífico.

  • Malha rodoviária estadual – 12.652,90 km
  • Rodovias pavimentadas – 4.094,60 km
  • Rodovias não pavimentadas – 8.558,30 km

Patrimônio da Humanidade

MS é um Estado rico em diversidade ambiental, pois abriga 70% do Pantanal. São 89.318 km² de planície alagada. O Pantanal engloba os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A maior parte, no entanto, está no Mato Grosso do Sul.

Na Nhecolândia, a seis horas de carro de Campo Grande (Capital), está concentrada a porção mais rica em fauna do Pantanal. Por estar numa zona de baixo relevo e altitude, dezenas de rios confluem para essa área, formando lagos e vazantes que servem de bebedouros para os animais o ano todo, inclusive no período da seca, de junho a novembro.

MS é um Estado rico em diversidade ambiental, pois abriga 70% do Pantanal. Foto: Chico Ribeiro

O Pantanal abriga 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 de mamíferos. Em um simples passeio a pé, a cavalo ou de barco, é possível avistar jacarés, capivaras, tamanduás e veados convivendo em harmonia com milhares de pássaros como tuiuiús, araras azuis, tucanos e ariranhas. Esse ecossistema é ainda mais rico em microelementos e insetos, já tendo sido catalogadas, por exemplo, mais de mil espécies de borboletas.Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga.

O Pantanal é um dos mais delicados e valiosos patrimônios naturais do Brasil. A dinâmica que regula o ciclo das águas, a fauna e a flora pantaneira, comprova uma interdependência de vida. Basta que um elemento diferente interfira para que a cadeia se fragmente ou se modifique.

Ninho de garças brancas embeleza a paisagem alagada do Pantanal. Foto: Chico Ribeiro

Através dos anos, a população local foi aprendendo a conviver harmoniosamente com a sua privilegiada natureza. Inicialmente, com as lições dos povos indígenas, depois, com o desenvolvimento de uma consciência ecológica que permeou toda a cultura regional.

O Estado tem um extraordinário patrimônio hídrico, formado pelas bacias do rio Paraguai e do Paraná e pelo Aquífero Guarani.

Agronegócio

O agronegócio responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul, constituindo o motor da economia sul-mato-grossense. O Estado é o 5º maior produtor de grãos do País. No ranking do Agronegócio, MS detém, ainda, a 4ª posição na produção de milho e 3ª no abate de gado. Polo mundial de celulose, produz 5,3 milhões de toneladas ao ano, dispõe de 1,056 milhão de hectares de florestas plantadas, 615 mil hectares de cana-de-açúcar e 18 milhões de hectares de pastagens. Veja as estatísticas do agrobusiness.

Turismo

O turismo em Mato Grosso do Sul possui alto significado para a economia regional. O Governo do Estado vem desenvolvendo estratégias, diretrizes e ações em parcerias com o Governo Federal, com a iniciativa privada e o setor terciário, capazes de destacar essa atividade como fonte de receita cada vez mais significativa, gerando emprego, distribuindo riquezas e promovendo o desenvolvimento sustentável. O Pantanal dispõe de infraestrutura para os visitantes, com hotéis confortáveis e muitas opções de lazer ecológico, como caminhadas e trilhas pela mata (que abriga animais como veados, capivaras e onças), safári fotográfico, trekking, passeios de barcos e a cavalo.

Corumbá é conhecida como a “Capital do Pantanal” e destaca-se principalmente no turismo de pesca nas margens do rio Paraguai, que possui uma grande diversidade de espécies de peixes. Além disso, o visitante pode fazer mergulhos, turismo contemplativo na região da Estrada Parque e visitas às minas do Urucum.

Cavalgada na Estrada Parque, no município de Corumbá. Foto: Fundtur

Outra atração de Mato Grosso do Sul é o complexo Bodoquena-Bonito. A Serra da Bodoquena, de características florestais típicas de Mata Atlântica, é a região em que se concentram as nascentes do rio Formoso. O sistema da bacia do rio Formoso apresenta rios de águas cristalinas que atravessam as rochas calcárias de seu leito.

Bonito é o município da região que oferece as melhores condições de infraestrutura turística das cidades localizadas dentro desse sistema ou em suas proximidades. A região dispõe de inúmeras e diferentes oportunidades de práticas esportivas, associadas às atividades de mergulhos de superfície ou de flutuação, passeios de barco e rapel. A transparência das águas compõe um imenso aquário natural, onde podem ser observados cardumes de piraputangas, dourados, curimbas, pintados e espécies de pequenos peixes ornamentais naturais. Outras atrações estão ligadas ao turismo de contemplação e aos passeios pelas grutas, de beleza extraordinária, como a gruta do Lago Azul, o Abismo de Anhumas e o Aquário Natural Baía Bonita.

Próximo a Bonito localiza-se o município de Jardim, que pertence ao mesmo sistema natural, onde é possível praticar o mergulho de superfície. Lá, a transparência das águas do rio da Prata permite a observação de uma riquíssima e bela vegetação aquática, assim como de peixes de variadas cores e espécies.

Região de Bonito / Serra da Bodoquena, passeio de bote. Foto: Alexis Prappas

Ao Norte do Estado, as regiões de Sete Quedas de Rio Verde, Coxim e Costa Rica oferecem várias opções de passeios ecológicos, como caminhadas, passeios de barco, pesca esportiva, esportes de aventura, safáris fotográficos ou de contemplação de paisagens rupestres.

Desenvolvimento

Conforme com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que avaliam três componentes do desenvolvimento humano – educação, saúde e renda – Mato Grosso do Sul ocupa a décima posição no ranking do IDH, entre os 27 estados brasileiros. O Estado já chegou a ocupar a 16ª posição, e obteve este salto devido às políticas sociais.

Os avanços na economia, a posição no ranking do IDH, indicadores de sustentabilidade ambiental, competitividade e desafios da gestão pública e do crescimento do PIB comprovam que o Estado não recuou no ritmo de desenvolvimento.

Energia

Mato Grosso do Sul tem grande oferta de energia para atender a demanda de todos empreendimentos existentes e oferece infraestrutura energética à implantação de novas indústrias.

O Estado consome, no horário de pico, aproximadamente 600 megawatts, sendo que a maior parte dessa energia é proveniente das usinas hidrelétricas de Itaipu e Jupiá. MS ainda conta com pequenas centrais hidrelétricas. Também recebe gás natural da Bolívia através do gasoduto que atravessa todo o Estado e possui ramais que abastecem as termelétricas de Campo Grande, com capacidade de produção de 195 megawatts, e de Três Lagoas, com potência de 240 megawatts.

MS consome, no horário de pico, cerca de  600 MW, sendo que a maior parte dessa energia é proveniente das usinas de Itaipu e Jupiá. Foto: Agepan

Mato Grosso do Sul terá uma nova termelétrica, com potência de 160 megawatts, que está em fase de construção em Ladário/Corumbá.

O Estado recebe 8,2 milhões de m³/dia de gás natural, mas consome apenas 33,3% desse total, o que torna Mato Grosso do Sul um potencial exportador de energia, que já está disponível para indústrias, uso doméstico e para abastecimento em postos de gás veicular, que proporciona economia considerável em relação à gasolina.

Reservas Minerais e Siderurgia

A região de Corumbá possui a terceira maior reserva de minério de ferro e a segunda maior reserva de manganês do Brasil.

O governo estadual busca, atualmente, a ampliação da lavra do minério de ferro e manganês em suas reservas localizadas na região de Corumbá, com o objetivo de agregar valores a esses produtos. Minério é, ao lado dos grãos, um dos principais itens da balança comercial.

O Estado dispõe ainda de reservas minerais significativas de mármore, com 100 milhões de m³, e de granitos ornamentais com estoques de 80 milhões de m³, além de reservas de 31 bilhões de toneladas de calcários dolomíticos e calcíticos com altos teores de pureza. Há também nessas regiões ocorrências de ouro, diamante, fosfato, flúor, grafita, cristal de rocha, turfa e calcita ótica e industrial, dentre as mais expressivas.

Barcaça de minério e ferro no rio Paraguai. Foto: Chico Ribeiro

Cobre, chumbo, zinco, estanho, berilo, turmalina, urânio, entre outros minerais de alta importância industrial e comercial fazem parte das pesquisas de minerais ainda inexplorados no Estado.

As principais atividades da indústria mineral de Mato Groso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o setor mineral está voltado principalmente para produção de ferro, manganês e insumos destinados à construção civil e agropecuária. As empresas do segmento movimentaram cerca de R$ 1 bilhão em 2017. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midc), em 2017, Mato Grosso do Sul exportou 3,742 milhões de toneladas de minério de ferro, garantindo divisas de US$ 124,031 milhões. Alta ainda mais expressiva foi registrada nas exportações de manganês. Embora com participação inferior na balança comercial (1,89%), o minério gerou um faturamento de US$ 90,615 milhões, 74,11% a mais em comparação a 2016.

Os minérios de ferro e de manganês figuram, respectivamente, a nona e décima posição no ranking entre os principais produtos exportados no Estado. Ainda distante da realidade registrada em 2014, quando o faturamento do setor chegava a US$ 468,978 milhões somente com as exportações de minério de ferro.

  • Água Mineral – A produção de água mineral envasada praticamente triplicou no Estado nos últimos quatro anos, mas sofreu uma queda de preço de quase 50%.
  • Calcário agrícola – A produção de calcário saltou de 920 mil toneladas para 2,4 milhões de toneladas no período de 2002 a 2014. Em 2014, no entanto, o Estado ainda importou 548 mil toneladas. Faltou, segundo as empresas, incentivo para a aplicação do calcário na agricultura, que poderia ter dobrado em razão da incorporação de novas áreas ao processo produtivo.
  • Areia para construção – A areia extraída no Estado é destinada para argamassa (35%), concreteiras (20%), construtoras (5%), pré-fabricados (10%), revendedores (10%), pavimentadoras e usinas de asfalto (5%) e órgãos públicos (5%). A produção de areia é crescente e hoje chega a quase 3 milhões de metros cúbicos.
  • Brita e cascalho – O Estado produz, segundo dados de 2014, mais de 841 mil toneladas de cascalho e os principais destinos são São Paulo (26%), Minas Gerais (10%), Rio de Janeiro (8%) e Paraná (6%). A destinação segue aproximadamente a mesma proporção da areia para construção.
  • Cimento – Em Mato Grosso do Sul estão instaladas duas fábricas de cimento, uma em Corumbá (Votorantim) e outra em Bodoquena (Intercement). Juntas, produzem aproximadamente 1 milhão de tonelada/ano, o mesmo volume consumido pelo mercado interno e que corresponde a 1,5% da produção brasileira, segundo levantamento de 2013.

O Estado ainda produz outros minerais, com destaque para argila, basalto, filito e saibro. A produção de argila dobrou no período de 2010 a 2014, atingindo 645 mil toneladas. Filito passou a constar das estatísticas a partir de 2011, com produção de 305 mil toneladas. Abundante na natureza, o material é usado pela indústria oleiro-cerâmica.

A indústria mineral de Mato Grosso do Sul opera em Corumbá, Ladário, Bela Vista, Terenos, Três Lagoas, Campo Grande, Itaporã, Bodoquena, Paraíso das Águas e Miranda.

Suporte e Serviços

Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, é uma cidade em expansão, caracterizada pelo seu planejamento moderno, excelente arborização em praças, áreas de lazer, largas avenidas e trânsito tranquilo. Com 874.210 habitantes, a capital sul-mato-grossense está entre as maiores do Brasil em renda per capita, maior número de veículos, telefonia celular per capita.

Visão noturna de Campo Grande: Parque das Nações Indígenas tendo os prédios iluminados ao fundo. Foto: Edemir Rodrigues

É caracterizada como um grande centro de serviços com rede hoteleira, espaços para eventos de pequeno a grande porte, restaurantes, bares e lanchonetes, casas de espetáculos e centros de convenções e exposições modernos.

Possui universidades públicas e privadas, além de outras instituições de ensino superior, como centros de ensino e faculdades em todas as áreas do conhecimento.

Na área de saúde, Campo Grande é um dos maiores centros de atendimento do interior do Brasil, recebendo até pacientes de países vizinhos. Alguns serviços são considerados padrões de referência nacional, como nas áreas de hanseníase e doenças tropicais. Possui hospitais de grande porte, centros médicos e clínicas de todas as especialidades.

Incentivo ao Empreendedor

Mato Grosso do Sul tem todas as condições para que as empresas que se instalam no Estado, possam produzir e atender a qualquer tipo de demanda. As políticas econômicas estimulam o crescimento e atraem cada vez mais novos investidores. A lei estadual de incentivo fiscal, agora convalidada em lei e homologada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) permite benefícios fiscais até o ano de 2033.

O Governo Federal, através do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), contribui para o desenvolvimento econômico e social desta região do País mediante a execução de programas de financiamento aos setores produtivos, comércio e indústria. Na qualidade de administrador do fundo, o Banco do Brasil oferece apoio financeiro, com juros baixos para que o setor empresarial se dedique à atividade produtiva nos segmentos de turismo, agropecuária, mineral, industrial, comercial e de serviços. A sincronia entre as políticas dos governos estadual e federal tem permitido grandes e contínuos avanços no desenvolvimento socioeconômico local.

Transportes

Além de garantir boas condições de transporte no sistema viário atual, Mato Grosso do Sul busca consolidar um sistema multimodal de transportes, interligando os meios de transporte rodoviário, hidroviário, aéreo e ferroviário, integrando os centros de produção aos grandes mercados consumidores.

MS busca consolidar um sistema multimodal de transportes, interligando o rodoviário, hidroviário, aéreo e ferroviário. Foto: Edemir Rodrigues

Trabalhando nas 14 ligações estratégicas do Estado, com outros cinco estados brasileiros e dois países, o objetivo principal do Governo é viabilizar as rotas bioceânicas, a partir de Corumbá e Porto Murtinho em Mato Grosso do Sul até os portos de Iquique, Antofogasta, Mejillones e Arica no Chile, e Ilo, no Peru, para, através do Oceano Pacífico, reduzir custos de frete na exportação de produtos brasileiros para a Ásia e Europa. Esse projeto conta com o apoio do Governo Federal, que já liberou US$ 350 milhões para sua implantação. O governo paraguaio também já sinalizou com investimentos para a rota rodoviária, que prevê a construção de uma ponte sobre o rio Paraguai em Porto Murtinho.

O Governo do Estado está substituindo pontes de madeira por pontes de concreto armado e hoje 97% dos municípios estão interligados por asfalto. Nos últimos quatro anos, cerca de mil pontes. O Estado possui quatro aeroportos internacionais em funcionamento nas cidades de Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã e Bonito e mais 149 aeródromos reconhecidos, sendo 128 privados, 17 públicos e quatro militares em áreas de segurança nacional.

O Governo busca revitalizar a ferrovia construída no início do século XX, que liga Bauru (SP) à Bolívia passando por Corumbá (MS), para resgatar seu papel de importante corredor de escoamento de produtos agrícolas e minério.

Hidrovias

Com 3.442 km de extensão, a hidrovia Paraguai-Paraná é uma das mais importantes dos corredores continentais de integração da América Latina. De Cáceres (MT) a Nueva Palmira (Uruguai), corta o território brasileiro em 890 km. A via interliga-se com a hidrovia Tietê-Paraná, que tem 2.400 km de extensão, dos quais 600 km em Mato Grosso do Sul. Os dois eixos de navegação recebem investimentos públicos e privados para potencializar a logística de transportes.

A hidrovia Paraguai-Paraná é um dos mais importantes corredores continentais de integração da América Latina. Foto: Divulgação

Na hidrovia Tietê-Paraná, Mato Grosso do Sul tem os portos de Bataguassu e Mundo Novo, na divisa com os estados de São Paulo e do Paraná, além de terminais de transbordo em Aparecida do Taboado, para escoamento da celulose produzida em Três Lagoas. Na hidrovia Paraguai-Paraná operam os portos de Corumbá-Ladário, na fronteira com a Bolívia, e Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai, este o principal terminal de embarque de açúcar para o Uruguai.

Localização estratégica

Durante cinco séculos, o Brasil visualizou apenas o Oceano Atlântico como rota comercial. Atualmente, não existe mais esta visão e o imenso potencial humano e econômico do interior do País foi descoberto, tornando Mato Grosso do Sul o principal ponto de um novo eixo de comercialização, via Oceano Pacífico. A ideia de implantação de dois corredores, um hidro rodoviário e outro, rodoferroviário, começa a despertar a atenção dos governos argentino, paraguaio e brasileiro, e de investidores privados, que projetam uma rota de integração latino-americana.

Com posição privilegiada, MS está se tornando o principal ponto de um novo eixo de comercialização, via Oceano Pacífico.

Com esta localização estratégica, suas enormes potencialidades econômicas e naturais e seus incentivos fiscais, Mato Grosso do Sul está preparado para tornar-se um grande e importante polo de desenvolvimento sustentado do século XXI. O Estado está interligado por três eixos rodoviários federais, duas ferrovias e duas hidrovias.

O Estado possui uma área de 358.124,962 km², sendo ligeiramente maior que a Alemanha, Portugal e Japão.

A população estimada em 2017 é de 2.713.147 habitantes. A densidade demográfica do Estado registra altos índices de crescimento desde a década de 1870, quando o Estado passou a ser efetivamente povoado. Entre a década de 1940 e o ano de 2008, a população aumentou quase dez vezes, ao passo em que a população do Brasil, no mesmo período, aumentou pouco mais que quatro vezes. Em apenas um ano, entre 2016 e 2017, Mato Grosso do Sul ganhou 30.761 novos habitantes. A variação é de 1,15%, a sexta maior do País. Apesar da alta considerável, o MS permanece sendo o 7º menos populoso do Brasil.

As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região. O Estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias.

O grande número de descendentes de ameríndios e de imigrantes paraguaios, que em sua maioria tem como ancestrais os índios guaranis, são dois fatores que contribuem para a alta porcentagem dos chamados “pardos” na população de Mato Grosso do Sul. Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é tão numerosa quanto a indígena. São mais de 61 mil indígenas em todo Estado.

MS é o resultado da migração de diversos povos, culturas, crenças e realizações. Foto: Edemir Rodrigues

Mato Grosso do Sul recebeu migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação – paulistas, gaúchos, mineiros, paranaenses e nordestinos, além de imigrantes da Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal.

Levantamento e texto: Edmir Conceição – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)