Investimento de R$ 44,3 milhões garante a restauração da estrada que liga Bataguassu a Brasilândia


Karla Tatiane Categorias: Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul 163 visualizações

Bataguassu (MS) – A rodovia estadual MS-395, que liga Bataguassu a Brasilândia, recebe pela primeira vez em 15 anos a primeira obra de restauração. Avaliada em R$ 44,3 milhões a estrada tem uma enorme importância para a região, uma vez que por ela passam todos os dias centenas de acadêmicos que estudam em Três Lagoas, além de pacientes que precisam de tratamento médico na mesma cidade.

A acadêmica de Engenharia Química, Fernanda Maria, 19 anos, passa todos os dias pela rodovia. Para ela, a obra veio em boa hora, uma vez que ainda está no início do curso. “Eu estudo em Três Lagoas, como a maioria das pessoas aqui de Bataguassu. A estrada está muito ruim, a buraqueira está demais e isso é o que faz com que a gente demore tanto para chegar. A obra veio em ótima hora, vai salvar muito a gente. Minha faculdade ainda demora quatro anos para terminar, então, vou ser uma das pessoas beneficiadas diretamente. Tomara que fique bom mesmo, a gente tem esperança”, declara.

Fernanda, 19 anos: feliz com a chegada da obra

Na avaliação do acadêmico de Sistema de Informação, Ruan, de 23 anos, o tempo de transporte de seis horas na rodovia deve ser reduzido drasticamente, sem contar a qualidade da viagem que deve melhorar a vida dos estudantes. “A estrada daqui para Três Lagoas está horrível. A gente pega ônibus todo dia e fica três horas para ir e mais três para voltar. Agora com as obras tem duas paradas que estão demorando ainda mais para chegar. Eu me formo em quatro meses, mas faz muitos anos mesmo que a gente espera a recuperação da estrada. Então, acredito que vai melhorar consideravelmente e que os alunos não vão passar pelo sufoco que eu e outros alunos enfrentamos. Vai ficar bom mesmo”, diz.

Ruan, 23 ano: desejo antigo que está se tornando realidade

O prefeito de Bataguassu, Pedro Arlei Caravina, explica que a construção da rodovia foi feita há 15 anos, como parte de uma compensação ambiental da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) devido a construção da Usina de Porto Primavera, em 2002. Segundo ele, esse trecho é um sonho antigo da população que agora começa a sair do papel.

“Essa rodovia é a mais importante para nós, moradores de Bataguassu. Primeiro porque é por ela que assam todos os dias o transporte universitário, com centenas de acadêmicos se deslocando para Três Lagoas. E, não menos importante, a questão da saúde porque muitos pacientes nossos são atendidos também em Três Lagoas. Estava ruim demais. Sabemos que é uma obra cara, mas é um desejo antigo da nossa população que agora, devido ao empenho do governador Reinaldo Azambuja, está se tornando realidade. Vamos poder proporcionar muito mais segurança a todos que trafegam por ali”, afirma.

As obras já começaram. Até o momento o asfalto já passou a ponte e segue com destino a Brasilândia, com a primeira capa que em seguida vai receber uma camada de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), que é um dos tipos de revestimentos asfálticos mais utilizados nas vias urbanas e rodovias brasileiras.

Prefeito de Bataguassu, Pedro Arlei Caravina.

De acordo com o diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Emerson Pereira, a MS-395 não foi projetada para suportar o intenso tráfego de caminhões que escoam celulose e eucalipto dos municípios do leste do Estado, por isso, as condições de tráfego pela rodovia estão piores a cada ano. Mesmo recebendo intensa manutenção desde 2015, com serviços de tapa-buracos, houve a necessidade um trabalho mais profundo de restauração.

“Temos que entender que ela não foi projetada para receber o atual tráfego de caminhões, e a manutenção se tornou incipiente. Mas agora com as obras que o Governo do Estado está levando, tenho certeza que vamos poder dar mais segurança, melhorar o tempo de viagem e proporcionar melhor qualidade a todos que utilizam a rodovia. Essa é a prioridade da nossa gestão: dar mais qualidade de vida às pessoas”, finaliza. o diretor-presidente.

A recuperação deve durar aproximadamente um ano e três meses. Serão recuperados com novo revestimento 65,680 quilômetros de estrada. Para reduzir custos, a empresa vencedora da licitação arrendou uma propriedade ao lado da rodovia, onde está instalado o parque de máquinas.

Diana Gaúna – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Fotos: Edemir Rodrigues