Guerreiras, elas unem a vida com o amor à família e à Segurança Pública


Jéssika Machado Categorias: Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul 449 visualizações

Campo Grande (MS) – Mulheres que dividem o tempo entre a família e o serviço público, especificamente o militar. Esse é um perfil que vem crescendo em Mato Grosso do Sul. Essas guerreiras que atuam bravamente nas polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros, conquistaram espaço no segmento da Segurança Pública, que até pouco tempo era dominado por homens. Hoje, elas exercem papel fundamental nos serviços militares e são as homenageadas neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher. A admiração e parabenização se estendem as todas as servidoras públicas do Estado.

Policial, mãe e exemplo de futuro

Nalva Souza Moraes, 32 anos, ingressou na Polícia Militar em 2008. Na época, a filha pequena tinha apenas quatro anos de idade. “Foi bem difícil conciliar os afazeres de mãe com as demandas advindas da nova carreira. A maneira que encontrei foi aproximando a Nicolle da Instituição, com isso surgiu a paixão dela pela PM. Comprei uma farda idêntica a minha para ela, assim, além de despertar alguns sentimentos, como o civismo, podia tê-la perto de mim”.

Hoje, quase 7 anos depois, Nalva retorna ao Centro de Ensino Formação da PM para o Curso de Cabo e outra vez se vê na situação de sacrificar o tempo com a filha em prol da formação profissional.

“Sinceramente não é uma tarefa fácil, ter que se ausentar da convivência dela por longos períodos, mas eu creio que estou educando minha filha pra enfrentar o mundo, sabendo que encontraremos dificuldades em cada conquista e isso requer renúncia! Mas o amor de mãe, esse está cada dia maior”.

Entusiasta da Segurança Pública

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Neovanir e o prefeito de Costa Rica, Waldeli, em dia de premiação – Foto: Arquivo Pessoal

Neovanir Oliveira da Conceição, 54 anos, é entusiasta da segurança pública e ingressou na Polícia Civil como investigadora em 1989. Logo que saiu da academia, ela foi lotada no município de Costa Rica, onde hoje ocupa a Classe Especial, o topo da carreira.

Mãe de dois filhos, Neovanir levava as crianças para a delegacia quando eles eram pequenos. Os dois ficavam no alojamento enquanto ela trabalhava no plantão. De cabeça erguida, a policial enfrentou uma separação e depois a repentina morte do ex-marido, por acidente. Foi mãe e pai, a chefe e provedora do lar.

O significado da palavra sexo frágil, Neovanir desconhece. Apesar de ter apenas um metro e sessenta de altura e aparência frágil, ela sempre se agigantou diante das dificuldades, tanto na vida pessoal, como na profissional.

O bom trabalho desenvolvido pela investigadora tem o reconhecimento não apenas da população, mas também da instituição, já que em 2013 foi agraciada pela Polícia Civil com a medalha do Mérito Policial, a mais alta honraria concedida pela casa à categoria. Recebeu ainda elogios de chefes e uma Monção de Congratulações da Câmara de Vereadores de Costa Rica em 2011.

Há dois anos, Neovanir já poderia ter se aposentado, mas preferiu continuar na ativa, pois o amor pela profissão a mantém nas fileiras da Polícia Civil, de onde ainda não tem data para sair.

A patrulheira da fronteira

Patrulhar estradas não é uma tarefa fácil e na fronteira o trabalho fica ainda mais sobrecarregado e arriscado. Bem próximo da linha que divide o Estado com o Paraguai, próximo ao município de Amambai, existe um posto da Polícia Milita Rodoviária Estadual (PMRv), onde atua Valdinéia Siqueira dos Santos, 35 anos, que “é operacional e está entre os melhores policiais”, conforme palavras do comandante da PMRv, Waldir Acosta.

Fragilidade não está entre os adjetivos da jovem que em 1998 contrariou muitos e em busca da realização de um sonho ingressou nas fileiras da Polícia Militar como soldado. O posto mais cobiçado por ela, o de patrulheira da PMRv, foi conquistado em 2007.

Valdinéia considera o trabalho puxado – dois dias inteiros na pista e outros quatro de folga –, mas garante que o serviço é muito gratificante. “A Polícia Militar me escolheu e quando a gente salva alguma vida é quando eu consigo explicar para as pessoas os motivos que me mantém na profissão há quase 17 anos”.

(Colaboração Joelma Belchior – Assessoria de Comunicação Sejusp)